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Distribua lucros da empresa para pagar impostos de uma forma inteligente

Um assunto que nunca cansamos de falar é que, nas regras tributárias brasileiras, o lucro da empresa pode ser distribuído para seus sócios ISENTO de impostos. Essa isenção não é aleatória, ela faz sentido porque para que uma empresa tenha lucro, ela já pagou impostos na pessoa jurídica. Ou seja, cobrar de novo o imposto na pessoa física poderia ser considerado como cobrar impostos DUAS vezes. Portanto, a distribuição de lucros para os sócios é sim uma forma inteligente para um bom planejamento fiscal.

Como falamos anteriormente, um bom planejamento para a remuneração do sócio seria um misto entre pró-labore (espécie de “salário” pago ao sócio) e distribuição de lucros. As empresas do Simples Nacional podem distribuir o lucro isento, escolhendo uma entre duas situações:

Situação 1: Caso tenha apenas controle de caixa

– Limitado a 16% da receita bruta¹ de serviços em geral (se retirar mais, tem que pagar INSS e IRPF);
– Limitado a 32% da receita bruta sobre serviços profissionais, de corretagem, construção civil sem responsabilidade pela execução ou mão de obra (se retirar mais, tem que pagar INSS e IRPF).

Situação 2: 100% do lucro, caso tenha ao mesmo tempo controle de caixa e contabilidade.

Pode parecer óbvio que distribuir 100% do lucro é a melhor opção. Entretanto, o poder da isenção de tributos implica em responsabilidades e atitudes que você empreendedor precisa ter. Para que essa distribuição de 100% do lucro seja isenta e sem riscos, sua empresa tem que comprovar através da contabilidade que aquele lucro distribuído foi realmente o lucro da operação da empresa. Isso implica em se ter registro contábeis, receitas e despesas devidamente contabilizadas, ter demonstrativo de resultado e um balanço contábil.

Você pode? Só depende de você! Desde que registre despesas e receitas da empresa da forma certa e providencie toda a sua movimentação para o seu contador, o que não é nenhum bicho de sete cabeças.

Você quer? Essa pergunta somente você pode responder, mas quem não gostaria de economizar da forma correta? Acredite, ter contabilidade depende mais de você do que do seu contador e se você pagar o lucro e não a tiver, o Leão do Imposto de Renda poderá dar uma grande mordida. Para o prestador de serviço por exemplo, ter uma empresa regular e distribuir o lucro isento de impostos é MUITO MAIS ECONÔMICO do que o mesmo emitir uma RPA (recibo de pagamento de autônomo).

Para pagar a distribuição de lucro, o lucro ele precisa ser conhecido e ser aprovado por duas partes. São elas:

Pelos sócios ou empresário individual
Seu contador

Vamos combinar, você tem pressa, correto? Mas, para calcular o lucro o seu Contador precisa ter todas as receitas e despesas da sua. Registre a despesas e receitas de preferência no dia em que pagou. Se isso não for possível, reserve um dia da semana e dedique meia hora exclusivamente para este fim. Nunca deixe acumular!

Se você é um prestador de serviço é bem provável que tenha poucas despesas, logo a maior parte da receita corresponda ao lucro, o que é ótimo! Pois você tem muito menos trabalho, quase nada!

No que diz respeito a volume de documentos, prestadores de serviços da área de TI ou corretores, por exemplo, costumam ter entre 5 a 15 documentos de despesas para registrar. Vamos combinar, são poucos. Considere o benefício e lance conforme paga as despesas ou recebe as vendas.

[1] Receita bruta nada mais é do que o valor das Vendas, menos impostos e menos devoluções.

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